Não me responsabilize
por algumas afirmativas
que fiz ao vento
e você rememorou
Tinha me injuriado
com os galhos arranhados
que a vida me regou
Eu hoje não queria ter dito.
Eu hoje apanharia roupas usadas
e objetos sem mais valor,
e levaria de presente
à qualquer um
como pedido de desculpas
a outros
Também os atos
alguns quebrados
as sobras de um gesto
que eu não fiz
não pude fazer,
me eleve
Desconte as faíscas
quando o âmago açucarado
te repeliu pela minha boca
Não era nada daquilo.
Eu hoje estou na epístola dos nomes negros
Pelos trocadilhos
de fazer mal
de não fazer bem, e de fazer bem
quando não era pra ter feito nada.
Pelos olhos e atitudes não dei,
mas dei o tapa.
Não escondo a mão.
Se é em vão pedir
se deitar-se à beira do arrependimento
não resolve a vida
não leve a sério
também o este poema
que carrega todas as tosses
enfermidades
que plantei no caminho.
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