Dentro de um trem, o poeta aceitou o
mundo, com seus vendedores, seus reais
desnutridos. Desenhou crianças, a fala
rítmica dos estranhos, uns tais delírios. Viu
favelas, mansões, prédios feitos de concreto
e distância. Não se constrói mais em cima de
pedestais. Desceu ao chão. Cobra
desacostumada, rasteja por um pouco de
morte, já que a vida não lhe presta contas.
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