Todo endereço tem um caos que lhe atribui
leopardos, alguns rinocerontes de feltro,
águias e corujas. Todo poema tem ferrugens
à porta esperando a palavra exata, a moldura
de vidro da alma. Todo amor tem o crivo
impreciso de não se saber inteiro, de corroer-
se útero, intestino, Vênus.
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