Autor: Marcelo Steil

Poema: Soneto a Omar Kayann

 


     Restam ralas velas
     acesas no cais.
     Outras mais derretem
     sombras, cera e sais.

     Olha bem praquela
     que recolhe o lume,
     tão pequena leva
     ao sono que as une.

     Assim vão-se as vidas,
     lindas como as rosas:
     vem-se em grande espanto,

     e aos poucos, piscando,
     vão-se uma a uma,
pra que tudo suma.