Autor: Fernando José Karl
Poema: A Pobreza Estilística da Vida
“O zazen, o agora, um sopro,
tudo é eternidade”.
(Yoka Daishi)

 


A brisa atravessa o muro de pedra,
sopra flores em iguanas e retinas.
Antigamente foi princesa,
lambia sobrancelhas da deusa Saho,
via lágrimas no Olho do olho.
No século I vivia no pulmão da Phonte,
comia terra, benzia pedras e gatos.

Agora mata a sede no orvalho branco.