Autor: Cristiano Moreira
Poema: Báçira

 



um espantalho em meio ao jazz
“What is there to say?”
my eyes lie like that.
campo aberto à luz de arado
(os lavradores, silhuetas distantes)

O Báçira
entre cópulas de algodão amarelo
olhos multiplicados do sol
quadraturas de algodão por dentro
             centenas de dias
             diferentes em uma só
             polegada quadrada de pano

teço o texto neste tempo
sequer estertores da linguagem
ouvimos do corpo preso ao cepo

             dançando ao redor antes
             um espantalho
             um texto um livro