| " O vento se ergue. O vento do mar. E a roupa lavada parte!" |
sudunga1
sombra de cabelo polar
olheira adorna olhar
e um chamado:
troncos à beira da praia
surgem pra te ver
quantas velas nas margens
multicores
quantas
cruzes de cinza espalhadas
nos cantos dos quintais ?
quantas
flores com brilhos de faca
cobrem o dorso das ondas?
cantos
de estrelas cadentes
silenciados na retina.
sudunga sudunga
traga o violoncelo
e com tua lepra melódica
encrespa a colcha costeira
estica amarras, estoura tralhas
+ braças de rede feiticeira
sudunga respira fundo
sopra os sulcos na face
do pescador ................
porque permanecerão na profundidade
das olheiras milenares
os mesmos cardumes de pargos silenciosos
1 O vento sudoeste cujo ad-vento torna difícil a permanência em alto mar;
assim costumam chamá-lo alguns pescadores.
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