andar assíduo como Torquemada
e seu cão nas ruas da noite
e lembrar os avós de Cervantes
a mão amputada
a mulher que dança no arranha-céu
a turba túrbita.
a turba na frente da casa
perturba olhos nas venesianas
turva o som decantado
na epiderme ciliada
dos ouvidos.
andar perdido como o Fidalgo
desaparecer como artaud
dissimular como kandinski
deslocar como ducasse
como ducasse
me caducasse
comunicar-se
apenas em pantomimas.
é o que cai melhor na noite
e agrada os olhos por de trás dos vidros
um flaneur acostumando-se
ao mármore da cara do cara que vai visitar.
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