O branco nos olhos
De Antônio sob a figueira
Da praça XV
Véspera de folguedos na ilha.
Queria dizer-lhe da
Estética do seu cansaço
Do silêncio inchando suas palavras,
na bulha crescente
sob minha língua, ao ler
o relato de suas andanças.
Onde estava Antônio
O branco vespertino que vestia?
Onde a corcunda alegria
Buscando no caminho os passos
De volta ao lar?
Percorri um primeiro sonho
Intento de encontra-lo em brasa:
gens prometeicos.
Durante anos em torno da figueira
Circulei.
No banco onde o vira,
Um chapéu sobre um banco,
sobre um livro lacrado
como uma garrafada
enterrada no vermelho do poente...
ou dos olhos.
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